Golpes no Banco do Brasil em Açailândia viram caso de polícia

Fraudes, estelionato e porte ilegal de armas, colocam sob suspeito a maior agência bancária da cidade

23843433_846179808897668_3629875927175457432_nNesta última quinta-feira, 23 de novembro de 2017, a maior agência bancária de Açailândia (Banco do Brasil) se viu envolta a uma investigação policial sem precedentes. O esquema montado internamente lesava clientes em empréstimos consignados e consórcios, gerando um prejuízo em torno de R$ 600 mil reais.

Operação comanda pela Polícia Civil do Maranhão, chefiada pelo delegado Regional Murilo Lapenda e o delegado Edmar Gomes Cavalcante Junior, desmontou um esquema de empréstimos feitos em contas dos clientes que acontecia no auto atendimento do Banco do Brasil. De forma efusiva e coordenada, os policiais prenderam em flagrante a principal envolvida, além de conduzirem coercitivamente os gerentes da instituição para prestarem depoimentos e esclarecimentos na Delegacia Regional de Açailândia.

Em entrevista exclusiva à reportagem do Jornal do Maranhão, o Murilo Lapenda afirmou que a polícia foi informada de que uma funcionária da empresa Facilite, terceirizada do Banco do Brasil, identificada como Francidalva S., sob o argumento de angariar clientes para realização de empréstimos bancários, consignados e consórcios, estaria fazendo transações fraudulentas nas contas das pessoas que buscavam a empresa.

Em posse da denúncia efetivada, a polícia se dirigiu ao banco e verificou a informação. Dentro da agência  a acusada confirmou as acusações, afirmando a participação de dois funcionários do Banco do Brasil. Dois gerentes da instituição foram então intimados a prestarem esclarecimentos, permanecendo durante toda a tarde na Delegacia Regional.

Os funcionários do BB foram ouvidos e as versões apresentadas por eles confrontadas com as da acusada e outras testemunhas, levaram as autoridades policiais a não detectarem no momento indícios de provas e envolvimentos dos gerentes, que continuarão a serem investigados. Assim, somente Francidalva foi presa tanto por ter assumido a culpa dos crimes, quanto por as testemunhas terem a reconhecido como a pessoa que causou as fraudes.

Na conta bancária de Francidalva havia uma grande movimentação financeira. No aplicativo do BB em seu aparelho celular, tinha várias contas de clientes que ela movimentava livremente, até mesmo com digitais cadastradas com sua própria digital. A polícia investiga como ela conseguiu cadastrar todas essas senhas.

Durante ação da polícia foi encontrado com Francidalva uma arma calibre 38, com capacidade de 6 tiros, pintada de rosa com numeração aparente e mais 24 munições, tudo em sua bolsa. A acusada diz que andava com a arma para defesa pessoal.

Francidalva foi atuada em flagrante e vai responder por estelionato e porte ilegal de arma de fogo. Segundo o delegado, “a polícia tem o prazo de 10 dias para concluir as investigações, já que ela está presa, e os demais indicados por ela, a polícia está avaliando e depende da análise das movimentações financeiras feitas pela equipe de informática do Banco”, explicou Murilo.

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Delegado Regional Murilo Lapenda e o delegado Edmar Gomes Cavalcante Junior 1º DP. responsáveis pela operação

Durante todo o dia, doze vítimas compareceram à Delegacia Regional para registrar  Boletim de Ocorrência contra Francidalva . Todas prestaram depoimento de como foi a atuação da acusada com cada vítima. A polícia acredita que mais pessoas ainda irão à delegacia prestar depoimento. Os valores de fraudes feitas por Francidalva já ultrapassa o montante de 600 mil reais. Todas as ações foram realizadas nos caixas de autoatendimento da agência.

Em depoimento exclusivo feito a reportagem do Jornal do Maranhão, Francidalva S. assumiu a autoria dos crimes e a participação de dois funcionários da agência. Segundo ela o esquema acontecia há mais de 6 meses e  funcionava da seguinte forma: ela fazia as operações e formulava todo procedimento dos empréstimos através da empresa que trabalha há mais de 3 anos (Facilite). E contava com a participação dos bancários na liberação dos processos.

A polícia continuará as investigações, e nos próximos dias outras pessoas deverão ser ouvidas.

Weslley Rodrigo

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