Correção de erro na contagem dos votos, dá título do Arraiá da Mira 2017 a Flor de Mandacaru

 

O Erro foi percebido pela organização do evento menos de 10 horas após o resultado e corrigido

Flor de Mandacaru

A quadrilha Flor de Mandacaru foi consagrada grande campeã da 9ª edição do Arraiá da Mira 2017, e não a quadrilha Matutos do Rei, como foi anunciando primeiramente. O erro foi percebido menos de 10 horas após o anuncio do resultado.

O resultado correto do concurso deu o título à flor de Mandacaru, que venceu com 53,26 pontos, apenas 19 décimos da segunda colocada, Matutos do Rei, que ficou com 53,07 pontos. A quadrilha Arrastapé, de Imperatriz se manteve na terceira colocação, 52,18 pontos. O quarto lugar foi pra Explode Coração, de Duque Barcelar, com 48,22 pontos.

O diretor do Grupo Mirante de Imperatriz Alan Neto, explicou o erro e pediu desculpas as quadrilhas e ao público. “Ontem foi um dia atípico, nunca ouve um dia como aquele no Arraiá da Mira. Mas lógico que uma falha nossa. Na hora do descarte da nota, nós descartamos uma nota que deu diferença na contagem final. Então, nós detectamos que a Matutos do Rei não foi a campeã , ficou em segundo lugar. A grande campeã foi a Flor de Mandacaru”, explicou Alan Neto.

A quadrilha junina Flor de Mandacaru, fechou a programação da segunda noite do Arraiá da Mira e encantou o público com uma homenagem ao sertão nordestino.

Estilizada e com um enredo impecável a junina que esse ano trouxe o tema “Aos vivos e as flores”, veio com 120 brincantes e foi a mais aplaudida da noite, mostrando mais uma vez seu favoritismo na competição, principalmente após conquistar o 3º lugar no maior “São João do Mundo” em Campina Grande no estado da Paraíba em 2016.

Aos vivos e as Flores

O trabalho deste ano da Flor de Mandacaru é inspirado na primeira obra do dramaturgo nordestino Ariano Suassuna: Uma mulher vestida de sol. Uma tragédia tipicamente nordestina que resgata elementos da cultura e da religiosidade de um povo marcado pela seca e pela fome.

O espetáculo, que narra a disputa entre duas famílias por terra, vai além da disputa material e física, ela representa também a luta do bem contra o mal, do amor contra o ódio, e da vida contra a morte.

Com um desfecho que surpreendeu o público, a Junina levantou alguns questionamentos como: o amor é mais forte que a morte? O que separa o bem do mal? Afinal, o sofrimento está inerente a todo aquele que vive?

Resultado de uma intensa pesquisa sobre a vida e obra de Suassuna, o espetáculo mostrou uma grande forma e grandes chances de representar o Maranhão mais uma vez nas competições fora do Estado.

Fotos: Henrique Sales

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