Centro de Defesa da Vida celebra seus 21 anos e a VIII Semana de Consciência Negra

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O Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos – Carmem Bascarán (CDVDH/CB) ao longo de seus 21 anos de história, luta e resistência, destaca as ações realizadas usando a “A arte a serviço de uma cultura libertadora”, através de atividades que de forma especial promove o resgate efetivo da cultura de africana e valorização da mesma. Sendo assim, realiza, há 8 anos, a Semana de Consciência Negra, com o objetivo de disseminar, democratizar e valorizar as raízes de matriz africana.

Acreditamos que é preciso entender a história e a contribuição do povo negro na construção do Brasil, contrapondo todos os processos de agressão e massacre que ainda hoje se perpetuam contra a população negra, num racismo expresso das mais diversas formas de violência e discriminação.

Trazemos, ao longo desse período de conscientização, uma mensagem de valorização e respeito à diversidade em todas as suas formas através de cada Semana de Consciência Negra que realizamos, além de uma vasta programação, perpassando por oficinas e aulões de danças de matriz africana, percussão, palestras sobre orgulho negro, identificação e enfrentamento ao racismo, história do povo negro, ações afirmativas, entre outras temáticas, além das realizações de feiras de consciência negra em praças públicas (com exposições de indumentárias, acessórios, pesquisas, religiosidade entre outros), celebrações ecumênicas, missa afro e cortejos afros nas ruas.

Este ano, o tema de nossa VIII Semana de Consciência Negra é: “Amor e respeito, princípio de toda fé”, propondo uma reflexão sobre o processo de violência fomentado pelo crescimento da intolerância religiosa, que vem fazendo das religiões de matriz africana suas principais vítimas.

Ao longo dessas Semanas de Consciência Negra realizamos também uma celebração ecumênica, que este ano será realizada no dia 18 de novembro, dia em que o CDVDH\CB completa seus 21 anos de luta e resistência em defesa das pessoas mais pobres, exploradas e oprimidas, fazendo uma grande celebração pela Vida Digna, compartilhando com todas as crenças a fé em um futuro melhor.

Além de toda a programação é importante ressaltar a vinda de um profissional da Bahia, Arismar Adoté Júnior, que passará uma semana de formação técnica em dança de matriz africana para o grupo de dança Afro Afixirê.

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Arismar Adoté Jr. é um jovem bailarino formado pelo Balé Folclórico da Bahia, onde atua nos papéis principais. Professor da turma júnior do Bale Folclórico da Bahia. Diretor de Companhia de Dança LEKAN DANCE. Formação em dança Afro Brasileira: Nildinha Fonseca, formação em Dança Moderna (horton) (Martha Graham): José Carlos Arandiba (zebrinha). 2004- ingressou na companhia Bale Folclórico da Bahia; 2008- Ingressou no corpo de balé da cantora Daniela Mercury; 2010- Companhia Dance Brazil; 2016- Atualmente dançarino da Cantora Daniela Mercury e assistente do Coreógrafo José Carlos Arandiba (Zebrinha).

O JM fez uma breve entrevista com uma das colaboradoras do CDVDH/CB. Yoná Luma falou sobre sua atuação no centro, e o quanto o Centro de Defesa é importante para a formação de jovens não apenas de Açailândia, mas de todas as cidades regionais que são assistidas pelo Centro.

Atual função CVDH/CB:

Me chamo Yoná Luma, atualmente respondo pela coordenação do setor de Formação cidadã do CDVDH/CB. Esse setor é responsável para realizar as formações cidadãs tanto dos participantes de nossas atividades em geral, quanto da própria equipe executiva do CDVDH/CB, ´pois acreditamos no poder da formação humana na construção de bons cidadãos e futuros defensores de Direitos Humanos.

A formação Cidadã no CDVDH/CB acontece por níveis, onde temos o I: voltado para os participantes das ações socioculturais, o II: Para a comunidade em geral e III, para a equipe executiva do CDVDH/CB.

Pontos marcantes:

O que marca os pontos fortes da nossa programação é a celebração Ecumênica da qual também celebramos a festa de mais um ano de vida, e ainda celebramos o respeito entre as religiões, tendo presentes uma Pastora Petencostal (Igreja Evangélica), Padre Comboniano (Católico), o Centro Esperitualista Filhos do Oriente Maior (Umbanda) e o Centro Espírita (Espiritismo), além de apresentações socioculturais (Dança, teatro e capoeira).

E pra finalizar a programação fazemos o cortejo afro como manifestação e valorização da matriz africana. A missa Afro não é realizada por nós e sim pela Paróquia de Santa Luzia, coordenada pelos missionários combonianos. Nós somos parceiros na realização da mesma.

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