Após audiência de custódia, juiz mantém preso delegado Filippini, e demais acusados de organização criminosa

Além do delegado, investigador e escrivã continuam detidos em delegacia; e carcereiro e advogado em Pedrinhas

Na foto, membros da Associação dos Delegados de Polícia do Maranhão se trancaram na cela em declaração de apoio ao delegado preso.

Segundo denúncias do Ministério Público e investigações do delegado geral de Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo, o grupo negociava com as pessoas conduzidas à delegacia em vez de iniciarem o procedimento legal. A negociação tinha por objetivo a liberação dos detidos mediante pagamento de propina que variava de acordo com o crime cometido.

A prisão e transferência de todos aconteceu na última quarta-feira (28/06) em Açailândia, e logo após o grupo foi transferido de helicóptero para São Luís para serem ouvidos. Contudo na quinta-feira (29) foi feriado na capital e no dia seguinte (30) a maioria dos órgãos públicos e de justiça gozavam de ‘ponto facultativo’.

A audiência então aconteceu nesta terça-feira, quando o juiz Francisco Ronaldo Maciel Oliveira – Titular da 1ª Vara Criminal do Termo de São Luís, e Privativa para processamento e julgamento dos Crimes de Organização Criminosa ouviu cada um dos envolvidos.

Contudo ao final da audiência, o juiz manteve a prisão dos acusados, diante das provas já colhidas pela própria polícia e apresentadas ao magistrado. Assim, o delegado Thiago Filippini, o investigador Glauber Santos da Costa e a escrivã Sylvia Helena Alves permanecem presos em uma delegacia da polícia civil da capital, e o carcereiro Mauricélio da Costa Silva e o advogado Eric Nascimento Carosi retornaram para o presídio de Pedrinhas.

O relatório final do inquérito sobre o caso será apresentado nesta sexta-feira (07).

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